De volta com meus registros não-acadêmicos de minha Jornada de Aprendizagem no MBIUfscar. Confesso que estive procrastinando todo este tempo. Mas como eu não quero ficar atrasado, vou atualizar o blog antes da próxima aula.

Nos dias 28, 29 e 30 de junho, estive na Floresta Nacional de Ipanema, fno município de Iperó- São Paulo, onde estavam reunidas as turmas de São Paulo, Sorocaba e São Carlos para a Imersão em Teoria U,  um conjunto de teorias, ferramentas e práticas que podem auxiliar os líderes a enfrentarem os problemas atuais, não apenas intelectualmente, mas através de ações que gerem inovação. Criada por Otto Scharmer, professor do MIT, esta tecnologia social, de forma simplificada segue as seguintes etapas:

  1. “sentir: questionar profundamente seus modelos mentais, vendo a realidade que está além do próprio filtro;”
  2. “presenciar: mover-se dali para um processo profundo de se conectar com uma visão e um propósito, individual e coletivamente;”
  3. “realizar: e então elaborar rapidamente um protótipo para traduzir essas visões em modelos de trabalho concretos, dos quais se possa receber feedback e fazer novos ajustes”.

Fonte: https://co-labore.net/teoria-u-um-caminho-para-inovacao-e-lideranca/

Eu poderia fazer um post muito longo explicando mais sobre o conceito, mas acredito que a Teoria U precisa ser experimentada, vivida para só depois ser compreendida. Confesso que ainda ruminando toda a experiência, que foi fortíssima e sinto que não estou ainda em condições de escrever a respeito. Mas tenho colegas de turma incríveis. Um deles, meu querido Nadim Maluf, o homem que jamais morrerá, escreveu um poema lindo, com referência e ritmo de cordel. Então, dessa vez, dou espaço a seu texto, que fala muito sobre o que sentimos e vivenciamos neste final de semana.

Meu amigo, obrigado por me salvar dessa vez.

Com vocês, um Cordel de Mente, Coração e Vontade Aberta, por Nadim Maluf.

Vai lá, rapaz! O microfone é teu!


Ser louco nesse mundo
Requer talento e atenção
Pra ser firme no propósito
De diferir de qualquer óbvio
Pra achar seu próprio ópio
No pensamento mais profundo.

O caminho pro outro mundo
Se mostrou mais acessível
Quando a gente, em conjunto
Numa roda cheia de assunto
Se mostrou mais disponível
Pra entrar cada vez mais fundo
Numa escuta de outro nível

No início dessa trilha
Dê terra, grama, árvores e urucum
Sexta feira foi de estrada
Pra uns, apenas um pouco
Pra outros uma jornada

Na chegada, antes das seis
Me deparei com a lua rindo
Era a fase da minguante
Como se naquela hora
Algo lindo fosse embora
Pra nascer no horizonte,
Algo novo e diferente
Na luneta do almirante.

Chega então a bela hora
De unir cada cidade,
Cada estado e cada prosa.
Em volta de uma casinha
Ainda com uma vergonhazinha
De mostrar toda sua cara
Pra esse monte de gente nova.

Já no outro dia
Com coragem de umas preguiça
Fomos logo pela manhã
Aprender um novo mantra
O tai Chi que não é Chi
Tem um nome diferente
Pra complicar a nossa mente
Com a Anja a corrigir.

Segue o dia, dia a frente
Era hora do tatame
Subir nele era um sufoco
Era como se um louco
Brincasse de estátua
Dando vida ao sentimento
Que ali na sua mente
Era onde povoava.

Cedo ou tarde eu esperava
Que aquela teoria
Ainda que estranha
Se fizesse aparecer
Transformada em prazer
Ou no no início de uma estrada

Que caminho se formou
Dois a dois em caminhada
Pra contar da nossa vida
Em minutos pequeninos
Que precisam de um moinho
Como forma de arrancada
Pra deixar essa jornada
Um pouco mais iluminada.

Descobri que é mentira
Deslavada e sem cabeça
Que só maluco doido varrido
Tem a chance de ser curado
Pois foi naquela clínica,
Na clínica de caso
Que discutimos nossas vidas
Com o coração bem apertado
Até achar um resultado
Em opiniões bem divididas.

Sigo a fala eloquente
Pra dizer que fui feliz
Proque no fim desse sábado
Mais do que no carnaval
Se festojou a união
Cheio de chopp paçoca e quentão
Ao som de um forrozim
Pra ninguém ficar sozim.

Foi a vez da alegria
E da leveza dos violões
Foram 2, por três tocados
Com os dedos naquele estado
Do frio que ali pro fundo
Se fazia perpetuado

No domingo, dia cheio
Era como se ali no meio
Florecido estivesse
Um campo que hoje só cresce
De atenção e de escuta
Que fomenta a nossa luta
Em adição a nossa prece

Te conduzo para o fim
Como se  lá na flona  estivesse
Não posso citar nomes
Já que injusto eu seria
Falo então em confraria
Como se no MBI
Cada um tivesse achado
Um pedaço da família

Faça agora, e da qui pra frente
Jus à tudo que aprendeu
Corra os cantos desse mundo
Faça tudo que puder
Pra mostrar pra quem vier
Que ouvir mais que falar
É a solução pra quase tudo!